Pokhara & Everest. O Nepal Mágico

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Uma das grandes surpresas que tive no Nepal foi  conhecer Pokhara, uma cidade num dos vales dos Himalayas distante oito horas de ônibus de Kathmandu. Pelas fotos no hotel me encantei com o lugar e comprei o pacote para conhecê-la. Essa estória de pacote não serve para mim, pois acabo mudando o roteiro e o tempo de estadia por conta própria, quando viajo sozinho. Acordei bem cedo e me levaram ao local de onde partiria o ônibus. Desta vez um belo ônibus com poltronas reclináveis, ar condicionado e água. Eu e muitos turistas embarcamos. Demoramos a sair de Kathmandu, pois o motorista ainda entrou numa fila enorme em um posto para abastecer o ônibus. Não deveria ter abastecido antes da viagem? Coisa de nepalês suponho eu. Logo depois de sair de Kathmandu e já subindo as montanhas, fomos surpreendidos por um grupo de manifestantes que bloqueavam a estrada, resquícios da greve no país. Ficamos parados por duas horas até a chegada da polícia e dispersão dos piqueteiros. Durante esse tempo conversei com algumas pessoas nativas. Conheci também uma carioca, Claudia, que estava indo com um grupo de pesquisadores nepaleses para uma região restrita nas montanhas. De lá ela seguiria para Milão, onde vivia. Batemos um pequeno papo e nos despedimos quando chegamos a Pokhara.

O ótimo ônibus de Kathmandu para Pokhara e o bloqueio na estrada, que depois de 2 horas foi retirado pela polícia

A viagem foi longa. Paramos duas vezes para comer em locais muito agradáveis e preparados para turistas, à beira de rios cercados de campos de arroz muito verdes e brilhantes por quase toda a estrada. As paisagens são indescritíveis, os penhascos assustam um pouco e a temperatura alta durante quase todo o trajeto. Passamos por vários vilarejos nas montanhas, um ou dois deles muito movimentados de pessoas e
comércio bem variado e bom. Por volta das 17:00h chegamos em Pokhara.

Muitas montanhas, rios e campos de arroz compõem a paisagem da estrada. Paramos para comer duas vezes em restaurantes à beira dos rios. Também ofereciam quartos para hospedagem.

Meu hotel era da mesma rede do hotel em Kathmandu, gostoso e perto de tudo. Como ficaria apenas uma noite, não levei a mochila, só uma sacolinha. Fui andar um pouco e conheci muitos bares, restaurantes de várias especialidades, lojas e turistas. Muitos turistas em Pokhara! No dia seguinte aluguei uma scooter e saí pela cidade conhecendo os cantos. Encontrei com alegria o japonês de Varanasi andando pelas ruas e marcamos um passeio na tarde do dia seguinte. Eu o conheci na viagem de ônibus de Varanasi na Índia, até Sonauli na fronteira com o Nepal, num quase conto ficcional que será contadao em outro post. Quanto mais rodava mais fascínio Pokhara exercia! O lago (Phewa Lake), as montanhas, os turistas, os restaurantes de várias cozinhas e o comércio local. Pokhara é uma espécie de “baixo Himalaya” onde tudo acontece e todos se encontram. Fica situada num vale cercada pela cordilheira. Mais tarde tirei fotos, troquei algum dinheiro e à noite fui comer uma pizza no Black & White Café, ao lado do hotel. Pizza! Sim, pizza! Nada como algo familiar para nos energizar em alguns momentos. Finalmente comida ocidental, estava com saudades… a pizza não era a melhor do mundo, mas quebrou bem o galho! Hora de dormir e antes de adormecer de vez resolvi ficar mais tempo em Pokhara… o problema é que não tinha roupas para trocar, tinham ficado na mochila em Kathmandu. Nada que não pudesse ser contornado depois.

Restaurantes muito variados, comércio bom, motos e scooters para alugar. A pizza nepalesa para dar um descanso ao paladar apimentado da região e o japonês que reencontrei em Pokhara

No dia seguinte acordo às 4:15 pois meu driver me levaria às 4:45 para o “Annapurna  View”, um mirante meio longe onde poderia ver o nascer do sol no Monte Everest. Annapurna é o nome nepalês para Everest. Chegamos em 20 minutos aproximadamente. Muitos turistas, especialmente japoneses. Ficamos mais ou menos uma hora lá e a emoção é muito forte; algo indescritível… faltou a voz naquele lugar… em linha reta estaríamos a uns 250 km do Annapurna. Mal comparando, a impressão visual é como ver o “Dedo de Deus” em Teresópolis, da estrada Washington Luiz na saída do Rio.

Ver o Everest é uma emoção indescritível… o tempo parou naquele momento. A Buddha Air oferece um passeio de avião de 60 minutos em torno do pico, com vôos  saindo de Kathmandu, para os que tem interesse e algum dinheiro sobrando.

Saí atordoado com o visual, o turbilhão de emoções e voltei para o hotel. Pensei em dormir mas não consegui, estava muito agitado ainda. Saí então para comprar algumas peças de roupa e pequenas coisas que ficaram em Kathmandu, aluguei uma moto para passear mais, reencontrei o português de Lumbini com a namorada e, mais tarde, o japonês passou no meu hotel e fomos conhecer o “Devi’s Falls”, um parque com uma cachoeira famosa na cidade. Diz a história local que Devi era um homem rico cuja esposa morreu ao cair da cachoeira. O parque então foi construído por ele para homenageá-la. Havia tentado ir mais cedo, mas a saída de Pokhara estava fechada por causa da greve que havia voltado e os guardas não me deixaram passar. Não vi nada demais em “Devi’s Falls”. Na volta nos perdemos no caminho e paguei mais meia hora de aluguel da moto por isto.

As motos que alugava para passear, o português de Lumbini com a namorada, o japonês que ficou meu amigo e Devi’s Falls, local turístico da cidade.

O japonês não falava inglês e nossa comunicação era por mímicas, o que tornava nossos diálogos muito engraçados, principalmente quando nos perdemos na volta de Devi’s Falls. Depois do passeio entreguei a moto e fui para o hotel. À noite na loja de internet conheci Carolina, uma carioca que mora na Suíça e estava há 30 dias no Nepal. Ela havia feito um trekking (caminhada) de 10 dias pelas montanhas e escapou de uma avalanche que inclusive foi noticiada no Brasil. Ela iria no dia seguinte para Kathmandu e eu havia decidido ficar mais tempo por aqui. Carioca e bem gaiata perguntou se eu gostava de cerveja! Fomos a um “botequim” tibetano onde rimos muito e tomamos várias cervejas
nepalesas! Meio ruim, mas depois do 3º copo é tudo igual. Despedimos e ficamos de nos encontrar em Kathmandu para conhecer as “Holly Caves” (cavernas sagradas), nas imediações da cidade. Muito bom falar um pouco de português novamente!

O “botequim” tibetano, a cerveja nepalesa “Gorkh” e Carol, que se tornou uma grande amiga.

O Phewa Lake com 4 km de extensão é uma das marcas de Pokhara, o que fez com que quase toda a cidade fosse construida ao seu redor. Aluguei outra moto e tentei fazer a volta em torno dele, mas num determinado local a estrada acabou e tive que voltar… fui para o pier e peguei um barco para o Barahi Temple, construido na pequena ilha no meio do lago. O Barahi Temple é um dos templos hinduistas no Nepal e este é dedicado à deusa Shakti, uma das manifestações da deusa Durga. Para quem tem interesse no tema vale a pena a pesquisa. O passeio é muito agradável e fui somente com o remador. O templo é pequeno mas emana uma energia de força e paz muito intensa. Fiquei por algum tempo lá, meditei no local e voltei para terra firme. É possível ir pela manhã e passar o dia naquele ambiente mágico e de muita tranquilidade, para quem aprecia.

O Phewa Lake com 4 km de extensão é um local de pesca, passeios e visita ao tempo Bahari, numa ilhota em suas águas

Acordei às 8:10h, que maravilha! Estava exausto e tirei o dia para descansar. Tomei café, comprei umas camisetas nepalesas muito bonitas, fui ver emails, fiz câmbio e sentei para escrever sobre a viagem, coisa que há três dias não fazia. Voltei para o hotel, descansei e fui almoçar. Comi um momô, prato tibetano delicioso a base de massa de arroz. Pode-se comê-lo recheado com vegetais, frango ou carne de búfalo. Escolhi a última opção para experimentar, realmente uma delícia! Conheci um casal de americanos de 82 anos que gostava de viajar para países exóticos e batemos um bom papo durante o almoço. Depois do almoço mais descanso, passeio de scooter, e à noite um spring roll (rolinho primavera) extremamente apimentado estragou meu jantar… coisas de viagens.

Um dia para escrever, descansar, comer coisas novas e conversar com outros viajantes.

Mais um dia na cidade por conta de passeios e meditação, o último dia infelizmente. Ficaria 30 dias em Pokhara facilmente. Pokhara também possui monastérios e templos, principalmente budistas, retirados nas montanhas. Há muitas escolas de yoga e meditação, onde se pode fazer desde pequenas práticas até as mais longas, que demandam tempo e determinação. Se você pretende ir ao Nepal, Pokhara pode ser uma experiência surpreendente!

Obrigado pela leitura!

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