Pelos Caminhos do Buddha 2. Bodh Gaya, Índia. A Iluminação

Acordo às 4:00h em Varanasi e às 5:00 o tuc-tuc estava na porta do hotel esperando para me levar à estação de trem, onde iria para Gaya e de lá para Bodh Gaya. Fiz malabarismos para passar na escuridão por cima das pessoas deitadas e sentadas no chão, fora da estação, esperando a hora do embarque de seus trens. Famílias inteiras, bagagens enormes, brinquedos das crianças, cenas muito diferentes. Foi difícil localizar minha plataforma pois quase tudo estava escrito em devanagri, o alfabeto oficial do país. Pedi ajuda a um senhor que foi muito solícito e inclusive me pagou uma Coca-Cola quando fui depois ao bar comer algo! Indiano pagar algo para estrangeiros não é muito comum… bom, tomei a Coca com um delicioso sanduíche vegetariano e embarquei uma hora depois.

A estação ferroviária de Varanasi, o trem e paisagens do percurso

Quatro horas de viagem com paisagens muito diferentes, secas, etc. Chego às 9:30 em Gaya e pego tuc-tuc para Bodh Gaya, mais 30m de viagem. Assim como em outras cidades na Índia, já estive em Bodh Gaya algumas vezes e esta descrição é um resumo delas.

Estação de trem em Gaya e ponto de tuc-tucs

É um local muito vibrante! Muito movimentada de monges, peregrinos e turistas indianos em especial, turistas de fora em menor escala. Ao chegar vou para meu hotel, ao lado de um templo tibetano pequeno. Apt limpíssimo e cama muito confortável. Deixo as coisas no quarto e saio para conhecer o Maha Body Temple, local da iluminação de Gautama Buddha. Como já são 11:20 tenho que esperar até às 14:00 para abertura dos templos que fecham das 11:00 às 14:00. Resolvo esperar na rua, próximo ao templo japonês que tem uma estátua de Buddha de 24 metros de altura. Ao abrir o templo japonês, entro com as pessoas (na verdade não era um templo, era a estátua cercada de enormes áreas verdes e jardins). Os peregrinos batiam num enorme tambor que, com isto, fazia uma grande vibração e um som hipnotizante, usados em algumas cerimônias e meditações.

Acima a estátua com 24m de altura e Bodh Gaya sempre com muitos turistas e peregrinos. A cidade vibra de orações, pessoas, locais para retiros, sinos e a multiplicidade característica da Índia

Fico surpreso com a quantidade de tempos e monastérios de diferentes origens: China, Tailândia, Butão, Japão, Vietnã, Nepal, Indonésia, Mianmar…

Meninos monges e templos oferecidos por vários países, em homenagem ao local da iluminação de Gautama Buddha

Na saída parei para comer uma samosa, almocei numa barraquinha próxima e fiz amizade com o dono, que me levaria de moto no dia combinado até Gaya, para pegar um ônibus para Rajgir.

Meninos curiosos comigo e um delicioso almoço típico das carrocinhas

Após o almoço dirijo-me então ao Mahabody Temple, cinco minutos a pé. Ao chegar perto percebo centenas de pessoas indo e vindo, dezenas de lojinhas, camelôs, guias, pedintes, turistas e o melhor: Maha Body Temple! É algo de tirar a respiração por suas dimensões, vibração que emite e beleza! Tem o local exato da iluminação de Gautama Buddha e os locais próximos onde meditou imediatamente antes e depois. Em cada local, monges, ensinamentos públicos, pujas (inclusive feitos por crianças) em áreas enormes. Cada área com estátuas esculpidas em diversos tamanhos, estupas pequenas, grandes e enormes, flores e mais flores, incensos contagiando o ar, música, enfim… de tirar a respiração!

A chegada ao Maha Body Temple

Entrei na pequena “capela” construída no local exato da iluminação. Dois monges e uma turista meditavam sentados no chão. Fiquei alguns momentos e dei a vez para quem aguardava. Passei para a sala anterior e o monge que tomava conta me deixou sentar no chão e meditar ali por cerca de cinco minutos, com uma monja e uma turista estrangeira. Bons presságios meditar na Bodytree e em local tão sagrado! BodyTree é a árvore que Buddha sentou por muitos dias até atingir a iluminação. Os indianos sempre a replantaram em locais sagrados, assim como os nepaleses e outros povos da região. Pode-se pegar suas folhas caídas no chão e usá-las em orações, curas, reverências e cerimônias. Lembro-me de uma vez lá, em que um monge veio me oferecer uma folha que pegou no chão; eu não entendi a razão e pensei que fosse algum misticismo irreal. Depois conversamos e ele me explicou sobre a bodytree.

O local onde Budhha se iluminou. Foi construido um templo no exato local, o Maha Body Temple

Saí da capela e caminhei por todos os sete passos (sete semanas) que envolveram a iluminação, em suas respectivas áreas enormes, utilizadas por Gautama Buddha na época e, atualmente, demarcadas nos jardins do templo.

Buddha meditou por 49 dias, sete semanas, cada semana num local específico na área que hoje é o Maha Body Temple. As placas sinalizam os locais exatos e podemos meditar nos mesmos locais.

Escolhi um canto no meio das estupas e fiz uma prática de meditação especial que faço semanalmente no Rio. Em cada canto grupos de pessoas meditam, fazem oferendas, entoam mantras específicos e caminham em volta das estupas silenciosamente. Quem não conhece as práticas apenas observa, tira fotos e reverencia. Muito legal ver turistas “meditadores” do mundo todo em cantos dos jardins, jovens e idosos. Entrei para almoçar num hotel no caminho que tinha um bom restaurante com ar condicionado, almocei e me refresquei um pouco do calor.

Monges, meditadores e turistas meditam sozinhos ou em grupos na vasta área do Maha Body Temple

Depois voltei para o meu hotel, descansei e voltei para o local. À noite tudo é mais bonito!
Todos os jardins iluminados por milhares de pequenas lâmpadas, além de rituais e ensinamentos acontecendo ao ar livre por todas as áreas. Também em todas as noites é realizado um puja em frente ao “Trono do Diamante”, local inacessível e só à noite aberto ao público, que deve ficar a uma certa distância. À noite com a iluminação, o Maha Body Temple tem outra dimensão visual e outras sensações e sentimentos são gerados. Cerimônias diferentes são realizadas e grupos de meditação escolhem seus locais, mais ou menos iluminados, para suas práticas.

O Maha Body Temple à noite

Mahabody Temple é uma experiência forte, única, maravilhosa e transformadora! Saí de lá exausto e peguei um Ricksha para me deixar perto do hotel. Parei numa banquinha de rua perto, comi um shapatti com arroz e fui dormir. Acordei às 4:00 pois ao lado do hotel tinha um templo tibetano e, neste horário, os monges começavam a entoar mantras e badalar os sinos. Acordei de bom humor e agradecendo por aquela experiência fantástica! Após a iluminação em Bodh Gaya, Buddha se dirige à Varanasi, no seu atual distrito de Sarnath. Lá reúne seus primeiros cinco discípulos e faz seu primeiro discurso que ficou conhecido como “As 4 Nobres Verdades”, tema para o post sobre Sarnath. O cara da banquinha passa às seis da manhã no hotel e me deixa na bus station em Gaya. Andar na garupa da moto de um indiano na estrada é uma experiência meio suicida, porém excitante. Na verdade uma clareira enorme no mato, cheia de ônibus para todos os lugares próximos. Duas horas de viagem até Rajgir numa coisa que chamam de “ônibus”… veículo velhíssimo caindo aos pedaços. Tinha TV e passava um filme pastelão indiano, daqueles que a princesa é salva pelo mocinho das garras do vilão malvado, além disso, o som do filme nas alturas! Rajgir, onde Buddha ia meditar nas cavernas na época das monções, está descrita em outro post. Obrigado pela leitura!

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India Novembro 2019_1

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