Pelos Caminhos do Buddha 3. Sarnath, o 1º Discurso

A pequena Sarnath é um distrito de Varanasi, no estado de Uttar Pradesh. Aproximadamente 14 km separam as duas localidades e pode-se tranquilamente alcançá-la de tuc tuc. Como toda cidade budista da Índia, Sarnath é repleta de estupas, templos, monges e peregrinos do mundo todo. Numa das vezes que fui, tive que usar uma toalha como protetor para o rosto, pois era verão e tinha muita poeira na estrada.

 

 

Uma curta distância separa Sarnath de Varanasi e se não estiver muito frio, tuc tuc é a melhor alternativa

Sarnath gira em torno do budismo, pois Buda foi para lá após a iluminação em Bodh Gaya e fez seu 1º discurso para 5 discípulos sobre as 4 Nobres Verdades em 528 AC: “A Natureza do Sofrimento, A Origem do Sofrimento, A Cessação do Sofrimento e O Caminho para a Cessação do Sofrimento”. As 4 nobres verdades vão se desdobrar no Óctuplo Caminho que são:  “Compreensão/Visão Correta , Pensamento Correto, Fala Correta, Ação Correta, Modo de Vida Correto, Esforço Correto, Atenção Correta, Concentração Correta”. O discurso foi proferido no hoje conhecido Deer Park, o que o torna um dos locais mais movimentados da pequena localidade. Sarnath também é conhecida como local de nascimento do budismo, uma vez que a partir do 1º discurso, os ensinamentos do Buda se espalharam pela Índia e posteriormente por todo o sul da Ásia.

 

 

O local do 1º discurso de Buda e as estátuas reproduzindo o momento

Há templos budistas de muitas nacionalidades que foram construídos como doação, por seus respectivos países. Consigo enumerar Tibet, Butão, Myanmar, Tailândia, Sri Lanka, Nepal, Birmânia, China e Japão, dentre outros. Cada um com suas características de tamanho, finalidade, cerimônias, decoração, etc.  O Tibetan Temple é um dos mais concorridos para visitação e todos são abertos aos interessados em conhecê-los. Há também cerimônias fechadas em datas especiais; neste caso somente os lamas e monges podem participar. O colorido e as ilustrações simbólicas são comuns à todos, incluindo os enormes sinos e pinturas com deidades budistas, locais para meditações e leituras. Alguns comportam pequenos monastérios onde monges vivem ou visitam temporariamente para período de estudos e práticas.

 

 

Uma variedade de templos de muitas nacionalidades se espalha por Sarnath. Pode-se entrar na maioria para visitar e meditar

As estupas em Sarnath são das maiores que já vi. Logo ao entrar na cidade nos deparamos com a Chaukhandi Stupa, que foi construída no ano 500 AC. A área em torno é muito grande e possui estupas menores e outras tantas em seu estado original. Podemos observar muita gente meditando em cantos silenciosos e outras caminhando em torno delas com seus japamalas, colares de oração, entoando mantras silenciosamente. Próximo fica a  Dhamekh Stupa, também com uma grande área para caminhar em volta, fazer práticas e ficar em silêncio.

 

 

A Chaukhandi Stupa como uma torre, as mais baixas são remanescências da  Dharmarajika Stupa e os moges fazendo suas preces na Dhamek Stupa

O Mahabody temple de Sarnath fica no final da rua principal da cidade. É o principal templo do local e o mais visitado. Lá são feitas as cerimônias especiais com a presença eventual do Dalai Lama, comemorações oficiais do budismo tibetano, cerimônias de oferendas (pujas), inclusive infantis e estudos. A Bodhi Tree (Árvore Sagrada) debruça-se sobre o templo e suas folhas caídas podem ser levadas conosco.

 

 

Mahabody Temple com peregrinos, monges, turistas, placas explicativas e bandeiras de oração

 

 

Pelo caminho até o Mahabody passa-se pelo Deer Park, por restaurantes, pelo Museu Arqueológico e por muitos camelôs vendendo suas mercadorias que em geral são artigos religiosos, comidas e souvenirs

O Museu Arqueológico de Sarnath deve ser visitado por quem quer conhecer mais da história do budismo. Inaugurado em 1910, possui boa estrutura de informações para os visitantes tanto pelas descrições escritas das peças expostas, como pelos fones com descrições em várias línguas para quem prefere utilizá-los. É o mais antigo museu arqueológico da Índia  e há peças datadas com mais de 2500 anos do início do budismo e outras mais antigas ainda. O museu possui 5 galerias praticamente dedicadas ao tema. O Pilar de Ashok, grande monarca hindu que se converteu ao budismo, também encontra-se exposto, sendo sua roda adotada na bandeira da Índia.

 

 

A entrada do Museu Arqueológico, sua área externa e algumas peças

Sarnath possui um hospital de caridade que atende aos mais necessitados. Ao seu lado fica um pequeno monastério que também hospeda pessoas comuns desde que cumpram as regras do local. Tanto o hospital como o monastério, vários outros templos e o comércio ficam na rua principal, a Saranth Station Road.

 

 

Placas explicativas, o Grande Buda, portal com a Roda de Ashok e o jardim de um monastério

Sarnath pode ser conhecida em um único dia mas o ideal é passar uma noite lá e aproveitar com calma tudo o que ela oferece. Há uma cerimônia diária às 18:00 no Mahabodhi Temple que vale a pena conhecer. Há também retiros de estudos budistas e meditação nos centros destinados à estas práticas. Sarnath compõe o roteiro budista que, dentre outros locais, compreende Lumbini, Bodh Gaya e Kushinagar, locais do nascimento, iluminação e morte do Buda. Para quem quer se aprofundar no budismo tibetano ou apenas passar um ou mais dias de paz, Sarnath oferece silêncio, grandes áreas verdes e muitos locais para relaxar, pensar, estudar e meditar. Obrigado pela leitura!

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A P O I O

Jaipur – Terra dos Maharajas

No estado do Rajastão fica Jaipur, sua capital. Muito procurada por turistas e divulgada por agências de viagens, Jaipur mostra uma parte da história da Índia rica, poderosa e cheia de facetas, capital das pedras preciosas e rota da seda. Não muito distante ficam Jodhpur, Udaipur e Jaisalmer, todas estas cidades fazem referência à cores utilizadas em suas construções. Jaipur é chamada também de “Cidade Rosa” em função de muitas de suas construções terem sido feitas com arenito rosa, o que dá o visual característico da cidade.

O Hawal Mahal (Palácio dos Ventos) e seus tons característicos

Pouco antes da entrada da cidade fica o Monkee Temple local, onde já estive algumas vezes. Além do grande número de macacos que lá vivem, há locais para retiros de yoga e meditação. Ao chegar devemos ter cuidado com objetos nas mãos, pois os macacos são mestres em pegar tudo o que está fácil e ao seu alcance. Ao passar a entrada do templo e sua área interna baixa, encontramos uma grande escada que leva ao lago, onde são feitas cerimônias e meditações. Há uma grande flor de lótus construída no meio do lago.

Aspectos do Monkee Templo: entrada, escadarias, lago, macacos, flor de lótus e os centros de yoga e meditação

O Ajmer Gate é porta de entrada do Pink Market, o maior mercado popular de Jaipur. Lá encontra-se quase tudo o que se possa imaginar, de temperos a roupas, brinquedos e eletrônicos, tecidos variados, sapatos, pashminas e muito mais. O trânsito nas imediações é caótico e, certa vez, levei alguns minutos para conseguir atravessar uma rua dentro do mercado. Lá não se acha mercadorias de excelente qualidade, mas para comprar o básico e curiosidades é muito bom e variado.

O Ajmer Gate e o interior do Pink Market com sua infinitas ruas e lojas multicoloridas

A orla do lago de Jaipur é bem concorrida e concentra um bom número de restaurantes, camelôs, lojas e pode-se fazer um passeio de camelo. Indianos e turistas caminham por lá diariamente apreciando o visual. O Lake Palace ou Jal Mahal, palácio das águas, é um palácio construído dentro do lago e que é acessível por barcos de passeio. Sua história envolve muitas reformas e mudanças de estruturas, em função da constante variação do nível das águas.

O Lake Palace acima e um dos restaurantes da orla, com show típico de música e dança. Na foto abaixo um amigo brasileiro e o Ali, motorista de uma das idas a Jaipur

Uma das grandes atrações de Jaipur é o Amber Palace, construido em 1592 como uma fortaleza na cidade de Amber, 7 km de Jaipur e atualmente incorporada ao município. Está localizado no topo das colinas e em frente ao Maotha lake. Toda sua construção é de arenito e mármore branco e seu interior, salões, quartos, áreas de reunião, em mármores variados, prata e espelhos, uma combinação luxuosíssima! Para se chegar ao Palácio deve-se ir de elefante por um caminho estreito de mão dupla; elefantes sobem e descem ao mesmo tempo levando turistas.

Entrada e subida de elefante para o Amber Fort

A subida ao Amber Fort é feita tradicionalmente de elefante, num trajeto de aproximadamente 10 minutos até o topo do morro onde fica o palácio. Sua área interna é imensa com jardins e caminhos intermináveis, o que torna uma visita com menos de duas horas inviável para conhecer um pouco do local.

Os elefantes acima e na volta do Forte brinquei de encantador de najas…

A riqueza do interior do Amber Fort e seu show noturno de luzes

Por sugestão de nosso motorista numa das viagens, resolvi conhecer um templo de Ganesha no alto de um morro na cidade. Não contava que a subida era tão longa e íngreme… no caminho conheci um senhor que disse subir diariamente há mais de 20 anos as escadarias para limpar o templo e fazer suas orações. Valeu a pena o esforço, pois mesmo muito simples, o templo tinha uma vibração maravilhosa. Depois de mais de 30 minutos subindo recebi a benção de um sacerdote que organiza as atividades do local, meditei e curti a vista panorâmica do alto do morro.

A subida até o templo de Ganesha e o Dennis, motorista que me indicou a visita

Eu estava estudando o hindi, idioma oficial do país e tive por duas vezes a oportunidade de estar pessoalmente com minha professora Shraddha Pandey, que mora em Jaipur. Na primeira vez, fui convidado por ela e seu marido Jay Bodh para jantar num clube inglês muito bonito e, dois anos, depois quando voltei, jantei em sua casa com uma amiga . Eu estudava com ela pela internet via Skype, do Rio de Janeiro, e retornarei aos estudos em breve!

Eu, minha professora e o marido. Na outra foto uma amiga conosco

Uma das grandes atrações de Jaipur é o City Palace, ainda habitado pelo Maharaja do estado e sua família, entretanto só temos acesso a algumas áreas do palácio. Como todos os palácios na cidade, sua decoração é extremamente luxuosa e detalhista em azulejos, pedras e jogos de luzes com o sol. O labirinto de salas e corredores é enorme e merece uma atenção especial todo o trabalho dos constutores e artistas que o construiram. Na entrada um gostoso café nos convida ao descanso após muito caminhar.

Entrada do City Palace

O Jaigarh Fort abriga o maior canhão sobre rodas já construido. Atualmente fica protegido num galpão contra os excessos da chuva e do sol. O Jaigarh Fort era um complexo de fortes que inclusive abrigava o Amber Fort. Ambos ainda se conectam por um túnel.

Jaigarh Fort

Excelentes hospitais da medicina Ayurveda e medicina chinesa são encontrados em Jaipur, dentre eles o Instituto Nacional Ayurveda e o Instituto Indiano de Acupuntura. Certa vez uma amiga que viajava comigo teve um “travamento” na coluna e após 2 sessões com o Dr. C.L Nagpal não sentia mais nada e continuou a viagem com ótima saúde.

O hospital onde trabalha o Dr. Nagpal e o Instituto Indiano de Ayurveda em Jaipur

Jaipur é uma cidade grande e como tal, tem seus problemas de deslocamento urbano, muito trânsito, muitas obras constantemente, comércio intenso e barulho. Por outro lado oferece muito da vida e cultura da Índia através de seus monumentos, palácios, museus, restaurantes, teatros, cinemas, shoppings e mercados populares espalhados por toda a cidade. É um local que vale a pena conhecer com pelo menos 4 dias inteiros disponíveis. Se tiver mais tempo não deixe de fazer o tour de camelo pelo deserto próximo, dormir nos acampamentos sobre a areia e conhecer a vida dos nômades. Para quem gosta de aventura é um passeio imperdível! Obrigado pela leitura!

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A P O I O 

 

Agra – O Taj Mahal

Não é qualquer palácio que pode se dar ao luxo de ter a história, a mística, a fama e ainda constar entre as Sete Maravilhas do Mundo Moderno. Agra faz parte do famoso “Triângulo Dourado” vendido por qualquer agência de viagens, e  que compreende Delhi, Jaipur e Agra. Como faço meu próprio roteiro, só uso agências para uma necessidade extrema. Saindo de Delhi, a viagem até Agra leva aproximadamente 3 horas por meio terrestre. Como deve-se sair muito cedo para evitar o rush da manhã na capital, o café é tomado na estrada. Há atrações ao longo do caminho como Fatehpur Sikri, uma cidade fantasma com mais de 500 anos e a 40 km de Agra. Fatehpur Sikri será tema de outro post. A conclusão do Taj se deu em 1653, após 22 anos de construção, 20 mil operários e 1000 elefantes dando suporte à construção.  Shah Jahan, imperador mogol, ordenou a construção do palácio como homenagem a falecida esposa  Aryumand Banu Begam, sua favorita. A chegada ao Taj Mahal se dá pé, de tuc-tuc ou ricksha, após percorrida a distância de 1 km da entrada em sua área propriamente dita.

A estrada para Agra, o café na casa de nosso motorista, que nos convidou, e uma parada no caminho

Chegada a área do Taj, compra de ingressos e filas separadas de homens e mulheres para revista de segurança. Indianos  e estrangeiros pagam preços diferentes, como na maioria das atrações no país

Entra-se na fila determinada, passa-se pela revista e finalmente alcança-se o portão que permite a primeira vista do Taj ao longe. É de cair o queixo esta primeira visão… devo dizer que na segunda, na terceira e em outras vezes, esta primeira visão também faz cair o queixo! Nesta entrada pelo portão que permite a vista inicial, sempre há um aglomerado de pessoas tirando fotos e, para tirar sua própria foto com o Taj ao fundo, deve-se achar uma brecha entre os turistas ou ter a sorte de pegar este ângulo vazio por um momento.

A visão inicial pelo portão de entrada com a pequena multidão deslumbrada com a cena, uma foto que consegui sem gente ao lado, e os visitantes passeando pela área do palácio

No link: https://pt.wikipedia.org/wiki/Taj_Mahal, pode-se encontrar várias histórias sobre a construção do palácio, material utilizado, problemas encontrados, seu uso político e religioso e muito mais. O Taj divide sua enorme área com o Red Fort de Agra, não menos belo, pelo menos para mim. Falarei do Red Fort de Agra em outro post.

A enorme área onde está o Taj Mahal e ao lado o Red Fort de Agra

 O Taj ao fundo, eu e uma amiga em outra ida 

Detalhes dos mármores, corredor de entrada e a porta de saída

É obrigatório o uso de pantufas nas dependências do palácio e na própria área externa de mármore. Fotos dentro do palácio também são proibidas. Um passeio imperdível é feito de barco à noite pelo rio Yamuna em volta do Taj, principalmente se estiver lua cheia.

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Como em toda a Índia, grupos de escolares são vistos em todos os monumentos históricos do país. O Taj Mahal não foge à regra

Noite de lua cheia e turistas num dos barcos de passeio noturno

O passeio ao Taj Mahal também pode oferecer passeio de camelo em volta da área externa do palácio

Eu relutei em ir ao Taj Mahal nas primeiras vezes em que fui à Índia. Ao conhecê-lo, me arrependi de não ter ido antes! Não só é lindo de cair o queixo, como também Agra pode oferecer outras atrações além dos palácios principais, o Taj e o Red Fort. Há ótimos locais para compras, excelentes hotéis e restaurantes, locais para práticas de yoga e meditação e muitas atividades culturais. Agra hoje é parte obrigatória do roteiro dos grupos que viajam comigo, afinal, quem é que vai à Índia e não quer conhecer o Taj Mahal? Obrigado pela leitura!

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Pelos Caminhos do Buddha 2. Bodh Gaya, Índia. A Iluminação

Acordo às 4:00h em Varanasi e às 5:00 o tuc-tuc estava na porta do hotel esperando para me levar à estação de trem, onde iria para Gaya e de lá para Bodh Gaya. Fiz malabarismos para passar na escuridão por cima das pessoas deitadas e sentadas no chão, fora da estação, esperando a hora do embarque de seus trens. Famílias inteiras, bagagens enormes, brinquedos das crianças, cenas muito diferentes. Foi difícil localizar minha plataforma pois quase tudo estava escrito em devanagri, o alfabeto oficial do país. Pedi ajuda a um senhor que foi muito solícito e inclusive me pagou uma Coca-Cola quando fui depois ao bar comer algo! Indiano pagar algo para estrangeiros não é muito comum… bom, tomei a Coca com um delicioso sanduíche vegetariano e embarquei uma hora depois.

A estação ferroviária de Varanasi, o trem e paisagens do percurso

Quatro horas de viagem com paisagens muito diferentes, secas, etc. Chego às 9:30 em Gaya e pego tuc-tuc para Bodh Gaya, mais 30m de viagem. Assim como em outras cidades na Índia, já estive em Bodh Gaya algumas vezes e esta descrição é um resumo delas.

Estação de trem em Gaya e ponto de tuc-tucs

É um local muito vibrante! Muito movimentada de monges, peregrinos e turistas indianos em especial, turistas de fora em menor escala. Ao chegar vou para meu hotel, ao lado de um templo tibetano pequeno. Apt limpíssimo e cama muito confortável. Deixo as coisas no quarto e saio para conhecer o Maha Body Temple, local da iluminação de Gautama Buddha. Como já são 11:20 tenho que esperar até às 14:00 para abertura dos templos que fecham das 11:00 às 14:00. Resolvo esperar na rua, próximo ao templo japonês que tem uma estátua de Buddha de 24 metros de altura. Ao abrir o templo japonês, entro com as pessoas (na verdade não era um templo, era a estátua cercada de enormes áreas verdes e jardins). Os peregrinos batiam num enorme tambor que, com isto, fazia uma grande vibração e um som hipnotizante, usados em algumas cerimônias e meditações.

Acima a estátua com 24m de altura e Bodh Gaya sempre com muitos turistas e peregrinos. A cidade vibra de orações, pessoas, locais para retiros, sinos e a multiplicidade característica da Índia

Fico surpreso com a quantidade de tempos e monastérios de diferentes origens: China, Tailândia, Butão, Japão, Vietnã, Nepal, Indonésia, Mianmar…

Meninos monges e templos oferecidos por vários países, em homenagem ao local da iluminação de Gautama Buddha

Na saída parei para comer uma samosa, almocei numa barraquinha próxima e fiz amizade com o dono, que me levaria de moto no dia combinado até Gaya, para pegar um ônibus para Rajgir.

Meninos curiosos comigo e um delicioso almoço típico das carrocinhas

Após o almoço dirijo-me então ao Mahabody Temple, cinco minutos a pé. Ao chegar perto percebo centenas de pessoas indo e vindo, dezenas de lojinhas, camelôs, guias, pedintes, turistas e o melhor: Maha Body Temple! É algo de tirar a respiração por suas dimensões, vibração que emite e beleza! Tem o local exato da iluminação de Gautama Buddha e os locais próximos onde meditou imediatamente antes e depois. Em cada local, monges, ensinamentos públicos, pujas (inclusive feitos por crianças) em áreas enormes. Cada área com estátuas esculpidas em diversos tamanhos, estupas pequenas, grandes e enormes, flores e mais flores, incensos contagiando o ar, música, enfim… de tirar a respiração!

A chegada ao Maha Body Temple

Entrei na pequena “capela” construída no local exato da iluminação. Dois monges e uma turista meditavam sentados no chão. Fiquei alguns momentos e dei a vez para quem aguardava. Passei para a sala anterior e o monge que tomava conta me deixou sentar no chão e meditar ali por cerca de cinco minutos, com uma monja e uma turista estrangeira. Bons presságios meditar na Bodytree e em local tão sagrado! BodyTree é a árvore que Buddha sentou por muitos dias até atingir a iluminação. Os indianos sempre a replantaram em locais sagrados, assim como os nepaleses e outros povos da região. Pode-se pegar suas folhas caídas no chão e usá-las em orações, curas, reverências e cerimônias. Lembro-me de uma vez lá, em que um monge veio me oferecer uma folha que pegou no chão; eu não entendi a razão e pensei que fosse algum misticismo irreal. Depois conversamos e ele me explicou sobre a bodytree.

O local onde Budhha se iluminou. Foi construido um templo no exato local, o Maha Body Temple

Saí da capela e caminhei por todos os sete passos (sete semanas) que envolveram a iluminação, em suas respectivas áreas enormes, utilizadas por Gautama Buddha na época e, atualmente, demarcadas nos jardins do templo.

Buddha meditou por 49 dias, sete semanas, cada semana num local específico na área que hoje é o Maha Body Temple. As placas sinalizam os locais exatos e podemos meditar nos mesmos locais.

Escolhi um canto no meio das estupas e fiz uma prática de meditação especial que faço semanalmente no Rio. Em cada canto grupos de pessoas meditam, fazem oferendas, entoam mantras específicos e caminham em volta das estupas silenciosamente. Quem não conhece as práticas apenas observa, tira fotos e reverencia. Muito legal ver turistas “meditadores” do mundo todo em cantos dos jardins, jovens e idosos. Entrei para almoçar num hotel no caminho que tinha um bom restaurante com ar condicionado, almocei e me refresquei um pouco do calor.

Monges, meditadores e turistas meditam sozinhos ou em grupos na vasta área do Maha Body Temple

Depois voltei para o meu hotel, descansei e voltei para o local. À noite tudo é mais bonito!
Todos os jardins iluminados por milhares de pequenas lâmpadas, além de rituais e ensinamentos acontecendo ao ar livre por todas as áreas. Também em todas as noites é realizado um puja em frente ao “Trono do Diamante”, local inacessível e só à noite aberto ao público, que deve ficar a uma certa distância. À noite com a iluminação, o Maha Body Temple tem outra dimensão visual e outras sensações e sentimentos são gerados. Cerimônias diferentes são realizadas e grupos de meditação escolhem seus locais, mais ou menos iluminados, para suas práticas.

O Maha Body Temple à noite

Mahabody Temple é uma experiência forte, única, maravilhosa e transformadora! Saí de lá exausto e peguei um Ricksha para me deixar perto do hotel. Parei numa banquinha de rua perto, comi um shapatti com arroz e fui dormir. Acordei às 4:00 pois ao lado do hotel tinha um templo tibetano e, neste horário, os monges começavam a entoar mantras e badalar os sinos. Acordei de bom humor e agradecendo por aquela experiência fantástica! Após a iluminação em Bodh Gaya, Buddha se dirige à Varanasi, no seu atual distrito de Sarnath. Lá reúne seus primeiros cinco discípulos e faz seu primeiro discurso que ficou conhecido como “As 4 Nobres Verdades”, tema para o post sobre Sarnath. O cara da banquinha passa às seis da manhã no hotel e me deixa na bus station em Gaya. Andar na garupa da moto de um indiano na estrada é uma experiência meio suicida, porém excitante. Na verdade uma clareira enorme no mato, cheia de ônibus para todos os lugares próximos. Duas horas de viagem até Rajgir numa coisa que chamam de “ônibus”… veículo velhíssimo caindo aos pedaços. Tinha TV e passava um filme pastelão indiano, daqueles que a princesa é salva pelo mocinho das garras do vilão malvado, além disso, o som do filme nas alturas! Rajgir, onde Buddha ia meditar nas cavernas na época das monções, está descrita em outro post. Obrigado pela leitura!

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Pelos Caminhos do Buddha 1. Lumbini, Nepal – Nascimento

 

lumbini

Estava em Bhairawa e sou surpreendido com a notícia que o país está em greve geral por dois dias. Meu plano inicial era ir dali para Kathmandu. Descobri então que Lumbini, cidade natal do Buddha, ficava há 26 km e Kathmandu há 270 km. Mudei minha rota e fui para Lumbini antes de Kathmandu. O problema foi conseguir transporte… não havia ônibus, nem táxis nem autorikshas, aqueles que os indianos chamam de tuc-tuc. Um cara de uma agência de viagens se ofereceu para me levar em seu carro por uma pequena fortuna, aos meus olhos. Recusei e disse a ele que alugaria um ricksha comum mesmo, aquele de pedalar e iria para Lumbini. O cara disse que eu era louco, que era muito longe, que estaria muito calor na estrada, que tinham os piqueteiros, etc. Nada disso me impressionou, pois estava decidido a ir para Lumbini. Voltei ao hotel e pedi ao cara da recepção negociar minhas condições com o condutor de um ricksha, pois este falava pouquíssimo inglês. Depois de uns 15 minutos, conseguimos fechar o preço em 700 rúpias nepalesas, água e paradas para comer qualquer coisa nas vendinhas da estrada.

Viagem de ricksha tranquila e com paisagens muito variadas

A viagem transcorreu maravilhosamente! Paisagens diferentes e exóticas pelo caminho, pessoas com trajes desconhecidos (nepaleses vestem-se diferentes dos indianos), calor suportável e muita sensação boa de estar no desconhecido! O condutor pedalou por 26 km carregando a mim e a bagagem. Paramos duas vezes para comprar água e comer. Numa das paradas eu comi uma espécie de grão, meio ervilha, meio feijão, muito saboroso numa tijelinha de ferro. Tomamos também coca-cola e chá para repor açúcar. Achei ótimo, pois há 24 horas praticamente só comia biscoitos salgados. Algumas horas depois chegamos em Lumbini, me hospedei numa guest house que esqueci o nome e saí para dar uma volta.

A chegada em Lumbini após a 2ª viagem de ricksha no Nepal.

Lumbini é um local grande, mas a “cidade” se concentra numa única rua onde ficam as guest houses, restaurantes muito simples e lojinhas para turistas com muitas coisas fantásticas para comprar! Os templos, os marcos históricos e outras atrações ficam mais distantes. Há também hotéis melhores e mais afastados, mas optei por ficar num hotel mais simples e perto de todo o necessário.

 

Grande número de pousadas, comércio, anúncios e a rua principal de Lumbini

Deixei as coisas na pousada e fui ao Buddha Nepal Temple e ao Maya Devy Temple, local exato do nascimento de Gautama Buddha. Em Lumbini o calor estava por volta de 42º… andei dois km do portal da entrada do templo até o templo propriamente, Ao chegar lá o guarda me pediu o ingresso e eu disse que não tinha, não sabia que era pago. Teria que voltar a pé os 2 km naquela temperatura e ele viu minha expressão de desânimo. Me ofereceu então o aluguel de sua bicicleta por 200 rúpias para eu comprar o ingresso e voltar. Claro que aceitei. A bicicleta era baixa para mim que sou alto e o freio mal funcionava, mas consegui fazer o percurso assando, tranquilamente! O Maya Devy Temple foi construído a aproximadamente mil anos sobre o local exato do nascimento de Buda. Há uma certa polêmica a respeito disto, pois na época de seu nascimento, Lumbini era parte da Índia. Depois foi anexada ao Nepal, o que faz muitos indianos dizerem que Buda é indiano e nepaleses dizerem que é nepalês…

Entrada do Maya Devi Temple, local do nascimento de Gautama Buddha e entrada do Buddha Nepal Temple

Maya Devy Temple e o local exato do nascimento de Buda

O local tem enormes jardins, milhares de flâmulas tibetanas, placas com dizeres do Buddha, incensos espalhados, etc. Não é tão turístico como o MahaBody Temple de BodhGaya, acredito por ser em uma cidade fora da Índia e de acesso não tão fácil. Centenas de peregrinos sentavam sob as árvores enormes para meditar, fazer orações e ouvir as palavras de monges que ficavam sob várias delas. Ao me aproximar de um grupo fui chamado pelo monge, que me colocou uma fita no punho direito e recitava mantras em tibetano enquanto a enrolava. Depois me deu dois incensos e pediu que os acendesse ao lado, no tronco de uma árvore que continha velas, flores e mais incensos. As árvores maiores como aquela, são descendentes da BodyTree original, a árvore em que Buddha, sentado sob sua sombra, alcançou a iluminação em Bodhgaya, na Índia.

A área do Maya Devi Temple

Passei um bom tempo andando por lá, lendo as placas, pensando na vida, mal acreditando que estava naquele local…  depois sentei para meditar sob a BodyTree e voltei para almoçar numa caminhada longa sob calor enorme. Almocei o mesmo prato que vi um americano comer e pedi igual. Ele também ia depois para Kathmandu e também viajava sozinho. Pra variar o prato tinha muita pimenta e ao mesmo tempo muito saboroso. Fui depois para o hotel tirar um cochilo e novamente passear. Aluguei uma bicicleta e entrei numa pequena aldeia próxima, com casas de sapê, mas não me senti a vontade para tirar fotos. Voltei, entreguei a bicicleta e fui para a internet ver e-mails e postar algumas fotos. Lá, havia um monge jovem com um japamala nas mãos e no pescoço. Passamos um bom tempo ao computador e, quando me levantei, dei um “tchau”. O monge então virou para mim com um olhar de felicidade e bondade que nunca tinha visto na vida! Juntou as mãos, abriu um enorme sorriso e disse “namastê”. Lembrei-me da expressão budista “oceano de amor”; seus olhos expressavam isto e esta imagem me marcou o resto da viagem.

Aluguei uma bike e fui em direção à um vilarejo nas proximidades. Um monge chinês ensinava crianças a tocar seu tambor. A chuva forte me fez voltar mais rápido do passeio

No dia seguinte fui conhecer o Ashokan Pillar, o Chinese Maitreya Temple e outros nas  imediações. Este passeio levou a metade do dia. Conheci um português que já havia morado no Brasil e sua namorada italiana. Batemos um bom papo e seguimos nossos caminhos. Como todos os templos budistas, estes também muito coloridos, com representações das deidades e emanações do Buddha, esculturas, pinturas em tankas (tecido especial), rituais, meditações diariamente e retiros disponíveis em muitas datas ao longo do ano. Um quadro relata a divindade e o poder de Buddha, que ao nascer,  caminhou sobre flores de lótus desde o 1º dia de vida.

Os típicos templos budistas multicoloridos, alegres e mágicos!

Indicações de retiros de meditação e o Deer Park

Escolas de meditação budista e monastérios são encontrados a cada esquina praticamente. Na época das monções e no inverno costumam ficar lotados de estrangeiros que buscam retiro nesta terra sagrada. Meu hotel ficava em frente ao Deer Park, também encontrado em Rajgir, cidade para outro post. Eu quis passear e meditar lá e sentir a energia do Buddha que se mantém, pois ele costumava passear e meditar lá na época. Fui aconselhado a não entrar no parque por causa das cobras (najas), que no verão se proliferam… fiquei na vontade… passei mais um dia e noite em Lumbini com a certeza de voltar com mais tempo e meditar muito. Minha amiga Adva, da Ucrânia, passou dois meses meditando com um monge numa caverna nas redondezas. Quem sabe terei esta oportunidade também?

Obrigado pela leitura!

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Pokhara & Everest. O Nepal Mágico

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Uma das grandes surpresas que tive no Nepal foi  conhecer Pokhara, uma cidade num dos vales dos Himalayas distante oito horas de ônibus de Kathmandu. Pelas fotos no hotel me encantei com o lugar e comprei o pacote para conhecê-la. Essa estória de pacote não serve para mim, pois acabo mudando o roteiro e o tempo de estadia por conta própria, quando viajo sozinho. Acordei bem cedo e me levaram ao local de onde partiria o ônibus. Desta vez um belo ônibus com poltronas reclináveis, ar condicionado e água. Eu e muitos turistas embarcamos. Demoramos a sair de Kathmandu, pois o motorista ainda entrou numa fila enorme em um posto para abastecer o ônibus. Não deveria ter abastecido antes da viagem? Coisa de nepalês suponho eu. Logo depois de sair de Kathmandu e já subindo as montanhas, fomos surpreendidos por um grupo de manifestantes que bloqueavam a estrada, resquícios da greve no país. Ficamos parados por duas horas até a chegada da polícia e dispersão dos piqueteiros. Durante esse tempo conversei com algumas pessoas nativas. Conheci também uma carioca, Claudia, que estava indo com um grupo de pesquisadores nepaleses para uma região restrita nas montanhas. De lá ela seguiria para Milão, onde vivia. Batemos um pequeno papo e nos despedimos quando chegamos a Pokhara.

O ótimo ônibus de Kathmandu para Pokhara e o bloqueio na estrada, que depois de 2 horas foi retirado pela polícia

A viagem foi longa. Paramos duas vezes para comer em locais muito agradáveis e preparados para turistas, à beira de rios cercados de campos de arroz muito verdes e brilhantes por quase toda a estrada. As paisagens são indescritíveis, os penhascos assustam um pouco e a temperatura alta durante quase todo o trajeto. Passamos por vários vilarejos nas montanhas, um ou dois deles muito movimentados de pessoas e
comércio bem variado e bom. Por volta das 17:00h chegamos em Pokhara.

Muitas montanhas, rios e campos de arroz compõem a paisagem da estrada. Paramos para comer duas vezes em restaurantes à beira dos rios. Também ofereciam quartos para hospedagem.

Meu hotel era da mesma rede do hotel em Kathmandu, gostoso e perto de tudo. Como ficaria apenas uma noite, não levei a mochila, só uma sacolinha. Fui andar um pouco e conheci muitos bares, restaurantes de várias especialidades, lojas e turistas. Muitos turistas em Pokhara! No dia seguinte aluguei uma scooter e saí pela cidade conhecendo os cantos. Encontrei com alegria o japonês de Varanasi andando pelas ruas e marcamos um passeio na tarde do dia seguinte. Eu o conheci na viagem de ônibus de Varanasi na Índia, até Sonauli na fronteira com o Nepal, num quase conto ficcional que será contadao em outro post. Quanto mais rodava mais fascínio Pokhara exercia! O lago (Phewa Lake), as montanhas, os turistas, os restaurantes de várias cozinhas e o comércio local. Pokhara é uma espécie de “baixo Himalaya” onde tudo acontece e todos se encontram. Fica situada num vale cercada pela cordilheira. Mais tarde tirei fotos, troquei algum dinheiro e à noite fui comer uma pizza no Black & White Café, ao lado do hotel. Pizza! Sim, pizza! Nada como algo familiar para nos energizar em alguns momentos. Finalmente comida ocidental, estava com saudades… a pizza não era a melhor do mundo, mas quebrou bem o galho! Hora de dormir e antes de adormecer de vez resolvi ficar mais tempo em Pokhara… o problema é que não tinha roupas para trocar, tinham ficado na mochila em Kathmandu. Nada que não pudesse ser contornado depois.

Restaurantes muito variados, comércio bom, motos e scooters para alugar. A pizza nepalesa para dar um descanso ao paladar apimentado da região e o japonês que reencontrei em Pokhara

No dia seguinte acordo às 4:15 pois meu driver me levaria às 4:45 para o “Annapurna  View”, um mirante meio longe onde poderia ver o nascer do sol no Monte Everest. Annapurna é o nome nepalês para Everest. Chegamos em 20 minutos aproximadamente. Muitos turistas, especialmente japoneses. Ficamos mais ou menos uma hora lá e a emoção é muito forte; algo indescritível… faltou a voz naquele lugar… em linha reta estaríamos a uns 250 km do Annapurna. Mal comparando, a impressão visual é como ver o “Dedo de Deus” em Teresópolis, da estrada Washington Luiz na saída do Rio.

Ver o Everest é uma emoção indescritível… o tempo parou naquele momento. A Buddha Air oferece um passeio de avião de 60 minutos em torno do pico, com vôos  saindo de Kathmandu, para os que tem interesse e algum dinheiro sobrando.

Saí atordoado com o visual, o turbilhão de emoções e voltei para o hotel. Pensei em dormir mas não consegui, estava muito agitado ainda. Saí então para comprar algumas peças de roupa e pequenas coisas que ficaram em Kathmandu, aluguei uma moto para passear mais, reencontrei o português de Lumbini com a namorada e, mais tarde, o japonês passou no meu hotel e fomos conhecer o “Devi’s Falls”, um parque com uma cachoeira famosa na cidade. Diz a história local que Devi era um homem rico cuja esposa morreu ao cair da cachoeira. O parque então foi construído por ele para homenageá-la. Havia tentado ir mais cedo, mas a saída de Pokhara estava fechada por causa da greve que havia voltado e os guardas não me deixaram passar. Não vi nada demais em “Devi’s Falls”. Na volta nos perdemos no caminho e paguei mais meia hora de aluguel da moto por isto.

As motos que alugava para passear, o português de Lumbini com a namorada, o japonês que ficou meu amigo e Devi’s Falls, local turístico da cidade.

O japonês não falava inglês e nossa comunicação era por mímicas, o que tornava nossos diálogos muito engraçados, principalmente quando nos perdemos na volta de Devi’s Falls. Depois do passeio entreguei a moto e fui para o hotel. À noite na loja de internet conheci Carolina, uma carioca que mora na Suíça e estava há 30 dias no Nepal. Ela havia feito um trekking (caminhada) de 10 dias pelas montanhas e escapou de uma avalanche que inclusive foi noticiada no Brasil. Ela iria no dia seguinte para Kathmandu e eu havia decidido ficar mais tempo por aqui. Carioca e bem gaiata perguntou se eu gostava de cerveja! Fomos a um “botequim” tibetano onde rimos muito e tomamos várias cervejas
nepalesas! Meio ruim, mas depois do 3º copo é tudo igual. Despedimos e ficamos de nos encontrar em Kathmandu para conhecer as “Holly Caves” (cavernas sagradas), nas imediações da cidade. Muito bom falar um pouco de português novamente!

O “botequim” tibetano, a cerveja nepalesa “Gorkh” e Carol, que se tornou uma grande amiga.

O Phewa Lake com 4 km de extensão é uma das marcas de Pokhara, o que fez com que quase toda a cidade fosse construida ao seu redor. Aluguei outra moto e tentei fazer a volta em torno dele, mas num determinado local a estrada acabou e tive que voltar… fui para o pier e peguei um barco para o Barahi Temple, construido na pequena ilha no meio do lago. O Barahi Temple é um dos templos hinduistas no Nepal e este é dedicado à deusa Shakti, uma das manifestações da deusa Durga. Para quem tem interesse no tema vale a pena a pesquisa. O passeio é muito agradável e fui somente com o remador. O templo é pequeno mas emana uma energia de força e paz muito intensa. Fiquei por algum tempo lá, meditei no local e voltei para terra firme. É possível ir pela manhã e passar o dia naquele ambiente mágico e de muita tranquilidade, para quem aprecia.

O Phewa Lake com 4 km de extensão é um local de pesca, passeios e visita ao tempo Bahari, numa ilhota em suas águas

Acordei às 8:10h, que maravilha! Estava exausto e tirei o dia para descansar. Tomei café, comprei umas camisetas nepalesas muito bonitas, fui ver emails, fiz câmbio e sentei para escrever sobre a viagem, coisa que há três dias não fazia. Voltei para o hotel, descansei e fui almoçar. Comi um momô, prato tibetano delicioso a base de massa de arroz. Pode-se comê-lo recheado com vegetais, frango ou carne de búfalo. Escolhi a última opção para experimentar, realmente uma delícia! Conheci um casal de americanos de 82 anos que gostava de viajar para países exóticos e batemos um bom papo durante o almoço. Depois do almoço mais descanso, passeio de scooter, e à noite um spring roll (rolinho primavera) extremamente apimentado estragou meu jantar… coisas de viagens.

Um dia para escrever, descansar, comer coisas novas e conversar com outros viajantes.

Mais um dia na cidade por conta de passeios e meditação, o último dia infelizmente. Ficaria 30 dias em Pokhara facilmente. Pokhara também possui monastérios e templos, principalmente budistas, retirados nas montanhas. Há muitas escolas de yoga e meditação, onde se pode fazer desde pequenas práticas até as mais longas, que demandam tempo e determinação. Se você pretende ir ao Nepal, Pokhara pode ser uma experiência surpreendente!

Obrigado pela leitura!

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Kathmandu 1 – O Nepal efervescente!

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Após deixar Lumbini, onde nasceu Gautama Buddha, me dirigi à  Sidhartanagar (Bhairawa,) 25 km depois, onde há um pequeno aeroporto no qual tentaria pegar um avião para Kathmandu. Ambas as cidades, Lumini e Sidhartanagar, serão objeto de outros posts. Como o país estava em greve, não havia ônibus… como chegar a Bhairawa? Negociei com um motorista de Ricksha e fomos por algumas horas por uma linda estrada até meu destino. Paramos para comer, ajudei-o a empurrar o ricksha em algumas subidas, paramos para descansar e beber água várias vezes. O calor era muito grande!

 

Minha despedida do hotel em Lumbini, a estrada e a placa indicando o aeroporto de  Bhairawa.

O condutor me deixou num portão enorme que conduzia à entrada do aeroporto. Ele não podia entrar e os guardas me barraram pois não tinha passagem. Não era meu plano ter ido à Lumbini antes de ir à Kathmandu, por isto não tinha a passagem comprada anteriormente. Expliquei que compraria no aeroporto e, depois de algumas chamadas pelo rádio, me deixaram entrar. Já na porta do aeroporto fui novamente barrado, revistado e me olhavam com desconfiança. Expliquei a estória da passagem e um funcionário, após me deixar esperando 30 minutos lá fora, me chamou e me encaminhou ao balcão da Buddha Air. Tive medo daqueles momentos de desconfiança e espera, estava sozinho no meio do nada, num povoado de um país desconhecido e isolado… mas felizmente tudo acabou bem.

 

O saguão do aeroporto e o avião da exótica Buddha Air

A comissária se dirigia aos passageiros na escada do avião com um largo sorriso, cumprimentando-os de mãos em prece e dizendo Namaste. Uma hora e meia depois pousava em Kathmandu.  Aeroporto com desembarque doméstico muito pequeno e precário. O taxista me cobrou o dobro do preço normal para ir ao centro da cidade em função da greve.

 

Chegada e desembarque em Kathmandu

Cheguei ao hotel, me acomodei e fui conhecer as imediações. O centro de Kathmandu é um formigueiro de turistas! Muita gente, muitas lojas e restaurantes, muita alegria de maneira geral. Andei bastante explorando cada cartaz, cada portinha, lojinha, aromas de incensos, olhares das pessoas, vielas… ainda estava muito calor. Comi um delicioso e enorme sanduíche vegetariano, voltei para o hotel e dormi cedo.

 

O centro de Kathmandu, Tamel Chow, tem um comércio variadíssimo e muito voltado para os turistas

O hotel simples em Kathmandu tinha um pequeno mas bonito jardim, onde tomava meus cafés da manhã e eventualmente lanchava e jantava nas duas vezes em que me hospedei lá durante a viagem. Eu tinha meus planos para Kathmandu, mas foram razoavelmente mudados após conversar com o cara da recepção. Minha idéia inicial era conhecer o Bouddhanath e fazer um city tour, depois fazer uma visita e pequeno retiro num monastério nas montanhas próximas. No entanto, após ver o mapa dos pontos turísticos e dos templos, tive que alterar os planos. Kathmandu tem atrações por toda parte e eu não tinha muito tempo. Negociei com um taxista para me levar ao Bouddhanath, mas não chegamos a um acordo. Conversei então com um ricksha que aceitou me levar por 500 rúpias mais uma garrafa d’água. Levamos mais ou menos 40 minutos para chegar. Em alguns momentos saltei do ricksha para ajudá-lo a empurrar o veículo em alguma ladeira. Eles têm muita disposição, mas eu não queria abusar. Chegamos e achei um pequeno bar chinês que servia sanduíches. Fiquei uns 20 minutos lá. Comi e esperei a abertura do Bouddhanath.

 

A entrada do Bouddhanath e sua Stupa principal

Bouddhanath é patrimônio da humanidade e considerado um dos locais mais sagrados do budismo tibetano. O templo é de tamanho monumental e de difícil descrição em palavras. A torre quadrada embaixo com os famosos “olhos que tudo vêem” é impressionante. Em volta de sua área, mas ainda no mesmo espaço fechado, dezenas de lojinhas, centros de meditação e restaurantes variados. Templos tibetanos menores também compõem o ambiente. Ao seu redor, 540 pequenas stupas giratórias levam devotos e turistas a rodá-las, uma por uma. Levei cerca de 30 minutos caminhando, respirando e rodando cada uma. Depois entrei num dos templos multicoloridos onde também rodei as stupas em volta e entrei para conhecer. Stupa significa “A Mente Clara do Buddha” e girá-la, significa buscar o esclarecimento de que tudo passa, nada é eterno. Ao girá-la devemos manter a mente limpa de pensamentos, na medida do possível e focar a respiração no mesmo ritmo dos passos que damos. Para quem é mais devoto ou iniciado, mantras específicos devem ser recitados para fortalecer esta experiência, ou desenvolver a compreensão da vida em maior grau.

 

Uma visão geral do Bouddhanath

Um grande altar com muitas oferendas e fotos de diversos lamas de expoência, em especial o XIV Dalai Lama, o atual, compunha a ornamentação deste templo menor. Havia almofadas compridas nas laterais e um monge varrendo o chão. Sentei para meditar e fiquei mais de uma hora naquele local fazendo minhas atividades. Depois entrei num salão ao lado onde havia oferenda de luz na forma de velas de vários tamanhos. Um grande balcão lotado de velas acesas pelas pessoas tornava o ambiente mágico! Comprei cinco velas médias e coloquei-as nos locais específicos, mentalizando luz. Depois o monge jogou água sagrada em cima das velas que não apagaram. Ele explicou que aquela água não as apaga… Foi um momento muito especial da viagem. Dei mais um passeio em volta do Bouddhanath e comi pepino com pimenta, iguaria muito comum no Nepal e vendida em carrocinhas nas ruas. Não é muito bom, mas deu para enganar.

 

Muitos templos tibetanos e as oferendas de luz com velas que não apagam…

Tentei voltar para o hotel caminhando e acabei me perdendo. Tomei então um táxi e consegui chegar. Almocei, dormi por duas horas e fui conhecer o Monkee Temple. Mais uma vez negociação com o taxista. Desta vez pedi para me deixar perto, pois seguiria a pé. Ele disse que a subida era muito grande e cansativa, o que confirmei na chegada. Muita gente sobe, mas eu não queria me cansar muito nem perder tempo com isto. Realmente a subida era absurda! Podia ser feita pela rua ou por uma enorme e interminável escadaria. Lá de cima eu via as pessoas subindo e parando para descansar várias vezes.

 

Uma enorme escadaria para acesso ao Monkee Temple

Na Índia e no Nepal são muito comuns os Monkee Temples, Templos dos Macacos, construídos para o deus Hanuman. Ao chegar me deparei com muitas stupas de tamanhos variados, símbolos sagrados e mágicos do budismo tibetano, como o dodge e o vajra, pequenas capelas, um restaurante simples e alguns vendedores. Também havia a sala das velas na qual entrei, comprei e acendi uma bem grande. Depositei-a num candelabro no local indicado e ofereci muita luz ao meu pai, que faria cinco anos de passagem no dia seguinte.

 

Ritual de caminhar e rodar as stupas

 

Rodei stupas numa grande fila de peregrinos e turistas, lanchei na saída e encontrei meu taxista que esperava ao lado de fora.

Mais à noite fiz pequenas compras, tomei uma bela sopa e fui dormir. Fui convencido pelo cara da recepção, no dia anterior, a conhecer Pokhara, distante oito horas de ônibus. Pelas fotos no hotel me encantei com o lugar e comprei o pacote de apenas uma noite para conhecê-la. Acordei bem cedo e me levaram ao local de onde partiria o ônibus. Desta vez um belo ônibus e uma viagem pelos vales do Nepal, assunto para o posto sobre Pokhara. Depois da super agradável surpresa de conhecer Pokhara e ver o Monte Everest, voltei à Kathmandu e passei mais alguns dias, o que contarei no post 2 sobre a cidade.

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Puri – Uma Índia no Oceano Índico

Saímos de Calcutá com destino à Puri, no litoral banhado pelo Oceano Índico. Fizemos a viagem em aproximadamente oito horas de trem. Pelo caminho algumas rápidas paradas para embarque e desembarque de passageiros em vilarejos ao longo do caminho.

Puri fica no estado do Orissa na área central da Índia. Aqui podemos ver a maneira diferente como os indianos se banham no mar, mulheres de sari e homens de short ou bermuda, muitos não tiram nem a camisa para se banhar. Passamos quatro dias descansando da viagem de Delhi à Calcutá de trem, e da estadia de quase uma semana na agitação e barulheira de Calcutá.

Puri pode ser um oásis na agitação da Índia

Procuramos um local perto da praia para nos hospedarmos e ficamos numa modesta Guest House, onde o dono também era pescador e nos preparou um belo peixe com arroz e salada no dia seguinte! Chegamos já à tarde e ficamos por perto conhecendo a praia e algumas ruas na localidade. À noite o sono veio rápido e dormimos cedo, logo depois do jantar. No dia seguinte fomos conhecer a cidade propriamente dita e acompanhar a chegada dos barcos de pesca na praia. Pegamos “jacaré” (onda de peito), mas tivemos que sair da água pela presença de águas-vivas…

Os pescadores em geral, moram em pequenas casas improvisadas nas praias e feitas de vários materiais, como palha, feno, folhas de bananeiras, terra e outros materiais. Lá eles vivem, consertam seus barcos e redes, constroem anzóis e passam a vida.

Os pescadores e suas casas numa praia de Puri

Resolvi sair sozinho depois deste passeio e aluguei uma bicicleta. Circulei por ruelas que desembocam na praia, comércio e templos até que vi uma casa onde se lia Swami Ananda Ashram. Resolvi tentar conhecê-lo, desci da bicicleta e bati palmas em frente ao portão. Um rapazinho veio me receber e perguntei se o Swami estava. O menino disse que sim, mas que estava ocupado naquele momento fazendo uma cura; me pediu então que voltasse mais tarde. Andei mais um pouco de bicicleta, talvez uns 30 ou 40 minutos e voltei. O menino me levou até Swami Ananda, que estava sentado numa cadeira contemplando o mar. Sua casa era em frente à praia e com uma imensidão de areia e mar à frente.  Fui recebido com gentileza e swami me perguntou de onde era e o que fazia na Índia. Seu olhar era muito penetrante e vazava minha alma! Disse-me que eu voltaria à Índia ainda muitas vezes, que já tinha vivido lá e me convidou para uma aula de yoga no dia seguinte às 6:00 da manhã. Cheguei no horário marcado e somente uma senhora australiana estava presente na aula. Ela tinha uma flexibilidade absurda e eu acompanhei no que me foi possível. Terminada a aula nos despedimos, agradeci a oportunidade e fui embora sem mais o ver depois. Lamentavelmente não tenho fotos do local nem de Swami Ananda.

Puri também é o local do Ashram de Sri Yukteswar, mestre direto de Yogananda e seu Ashram ainda hoje é bem ativo.

Sri Yukteswarji e seu Ashram em Puri

Na escola de Paramahansa Yogananda há uma linha sucessória que começa em Sri Krishna e Jesus Cristo, seguindo para Babaji, Lahiri Mahasaya, Sri Yukteswar e Yogananda.

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A linha de mestres de Krya Yoga até Paramahansa Yogananda

Puri é tradicionalmente uma das cidades sagradas de peregrinação na Índia, sendo local de muita devoção, meditação e religiosidade para as mais variadas linhas do hinduismo.

De cima para baixo vemos o Jagannath Temple, Lakshmi Temple e Shiva Temple

A cidade também é local de intenso turismo. Possui hotéis muito confortáveis, restaurantes ótimos e muitas opções de lazer esportivo e cultural.

Ótimos hotéis e restaurantes principalmente nas praias

Os esportes aquáticos são muito praticados, com campeonatos de surf e stand up. Também o ciclismo e o cricket, esporte nacional, são fortes na região

Puri é sede de diversos festivais ao longo do ano, dentre eles o famoso Sand Festival, onde artistas locais constroem enormes e coloridíssimas esculturas de areia com temas da cultura e religiosidade do país. O Puri Beach festival tem como pontos de interesse as danças indianas, culinária, música, moda, poesia e muito mais. O Gupta Gundicha, também conhecido como Charriot Festival também é muito concorrido e consiste na lavagem das imagens nos templos e posterior desfile com elas pelas ruas da cidade, podendo voltar ao templo ou serem alocadas em outros locais. Imagens velhas são queimadas e substituídas por novas.  Há vários outros festivais, mas o post ficaria muito longo…

Beach Festival, Sand Festival e Chariott Festival em Puri

Não é muito comum a visita à cidades litorâneas na Índia. Em geral os ocidentais vão em busca de uma “viagem exótica” ou para aperfeiçoar suas práticas espirituais, como também o conhecimento da medicina local, a Ayurveda e outros conhecimentos específicos.

Puri pode ser uma deliciosa surpresa para quem pretende juntar tudo isso numa única cidade, sem que perca sua forte identidade indiana quanto aos costumes e cultura.

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